Blog de Engenharia Elétrica Moderna | E3.Series

O que realmente reduz o tempo de um projeto elétrico?

Written by CIM-Team Latinmarket | set. 24, 2026

 
 

Quando uma empresa reduz 12 semanas no desenvolvimento de um projeto, é natural imaginar que ela contratou mais engenheiros, aumentou a equipe ou passou a trabalhar mais rápido. Mas nem sempre é isso que acontece.

Em muitos casos, o ganho de produtividade vem da eliminação de atividades que nunca deveriam consumir tempo da engenharia.
Foi exatamente isso que aconteceu com a Stone Aerospace durante o desenvolvimento do ARTEMIS, um veículo submarino autônomo criado para validar um radar que será utilizado em uma futura missão da NASA.

Ao substituir um processo baseado em planilhas e desenhos separados por uma plataforma integrada, a empresa reduziu em cerca de 12 semanas o ciclo de desenvolvimento do cabeamento e eliminou aproximadamente US$ 20 mil em custos relacionados a retrabalho e entregas urgentes.

A pergunta é: de onde veio esse ganho?

O tempo perdido raramente está no projeto
Antes da adoção do E3.series, a equipe registrava informações dos cabos em planilhas e produzia esquemáticos separadamente. Isso exigia manutenção constante da documentação e inúmeras verificações para garantir que todas as informações permanecessem consistentes. Mesmo assim, erros só eram descobertos durante a montagem e os testes do equipamento.

O problema não era a capacidade técnica dos engenheiros. Era o processo. Sempre que uma informação precisava ser atualizada em mais de um lugar, surgia um novo ponto de risco. Depois, todo esse trabalho precisava ser conferido novamente.

Quando todos trabalham no mesmo projeto
Com a implementação do E3.series, a lógica mudou.

A equipe passou a desenvolver o projeto lógico e físico dentro da mesma plataforma, compartilhando um único modelo de engenharia. Isso permitiu visualizar toda a arquitetura do sistema de forma hierárquica, reutilizar bibliotecas de componentes e realizar validações automáticas durante o desenvolvimento.

Na prática, isso significou menos tempo conferindo documentos e mais tempo projetando.

O maior ganho não foram as 12 semanas
As 12 semanas chamam atenção. Os US$ 20 mil economizados também.
Mas talvez o resultado mais importante tenha sido outro.

A empresa concluiu o projeto sem precisar refazer um único cabo durante a fabricação. Além disso, a padronização da nomenclatura e das bibliotecas tornou mais simples reaproveitar conhecimento em projetos futuros, aumentando ainda mais a eficiência da equipe.

Isso mostra que produtividade não nasce apenas de trabalhar mais rápido. Ela nasce quando a engenharia deixa de desperdiçar tempo mantendo informações sincronizadas manualmente.

A verdadeira perguntaToda equipe busca reduzir o tempo dos projetos.

Mas poucas empresas param para analisar quanto desse tempo é realmente gasto desenvolvendo soluções e quanto é consumido atualizando documentos, conferindo informações e corrigindo inconsistências.

Enquanto essas atividades continuarem fazendo parte da rotina, qualquer ganho de produtividade será limitado. Reduzir o tempo de um projeto não significa acelerar a engenharia. Significa permitir que ela volte a fazer aquilo que faz de melhor: engenharia.